Um escritório que atravessou três gerações
Antonio Fernandes da Silva
Meu avô materno, já falecido, foi advogado e deu início à história desta família na advocacia.
Antonio Carlos Fernandes da Silva e Bel. Demerval Pereira Chaves
O escritório passou para meu tio e para meu pai, que deram continuidade ao trabalho iniciado por meu avô.
18 anos ao lado da minha irmã
Depois de formado, assumi minha parte do escritório e trabalhei ao lado da minha irmã por 18 anos, antes de seguir um caminho próprio.
Um escritório pensado para o digital
Na pandemia, decidi montar meu próprio escritório, já estruturado para o atendimento remoto e para atuar em diversas áreas — sempre priorizando eficiência para mim e para o cliente.
O direito também em casa
Nasci na cidade de São Paulo, onde também fiz toda a minha formação. No colegial, optei pelo técnico em Contabilidade — escolha que, mais tarde, se mostrou decisiva para o meu jeito de advogar. Depois de formado, fiz inscrição no CRC e atuei por um tempo com contabilidade, ajudando no escritório de advocacia do meu avô. Só depois vim a me formar em Direito e migrar de vez para a advocacia trabalhista, mantendo desde então uma rotina de congressos, seminários e cursos de atualização.
Sou filho, sobrinho e neto de advogados — e a advocacia continua presente na minha vida pessoal. Sou casado com uma advogada, tenho duas irmãs advogadas e primos advogados na família. Na prática, isso significa uma troca constante: livros jurídicos emprestados de um lado para o outro, uma dúvida de cliente discutida na mesa de casa, uma visão diferente sobre o mesmo caso.
Advocacia que lê números com propriedade
Essa passagem pela Contabilidade virou uma bagagem que uso todos os dias na área trabalhista: contracheques, fichas financeiras, demonstrativos, planos de remuneração, relatórios de metas, demonstrativos de bônus e documentos de PLR deixam de ser papéis genéricos e passam a contar a história econômica real daquela relação de trabalho.
Depois, mergulhei na advocacia trabalhista com cursos de especialização e uma pós-graduação em Direito Empresarial, para entender também a cabeça e o funcionamento da empresa por trás de cada verba discutida. Cheguei a iniciar um mestrado em Direito Civil Comparado na PUC/SP, interrompido por um câncer de intestino — episódio que, mais tarde, também me levou a estudar tecnologia com mais profundidade.
"Quais direitos foram violados?"
"Qual era a estrutura econômica dessa relação de trabalho, onde está o dinheiro, como ele foi contabilizado, quais documentos comprovam isso e qual é o impacto financeiro da tese?"
Um advogado que também fala a língua da tecnologia
Depois do mestrado interrompido, passei a estudar tecnologia com intensidade — e a atender muitos profissionais dessa área, de startups a fintechs. Levei esse estudo para dentro do ambiente jurídico: termos como log, linguagem de programação, ethical hacker ou a rotina de um gamer não são estranhos para mim, são vocabulário de trabalho.
Isso ajuda bastante em casos que envolvem prova digital, jornada de desenvolvedores, analistas, gamers, streamers e outros profissionais de tecnologia — conversar na língua do cliente facilita entender o caso, e entender o caso a fundo facilita defendê-lo bem.
// vocabulário que uso para entender o caso do cliente termos = ["log", "linguagem de programação", "ethical hacker", "gamer", "SaaS", "fintech"] objetivo = "entender a prova e a rotina de trabalho na língua do cliente"
Onde a combinação Direito + Contabilidade faz mais diferença
Todas essas frentes têm um ponto em comum: a remuneração é complexa e formada por várias parcelas. Entender essa estrutura, e não só o valor do holerite, muda a qualidade da discussão jurídica.
Executivos com remuneração variável
Salário fixo, bônus anual, participação em resultados, comissões, gratificações e metas — a remuneração real costuma ser bem maior do que o salário informado no contrato.
Horas extras de gerentes e cargos de confiança
A alegação de "cargo de confiança" não afasta, por si só, o direito a horas extras. O enquadramento no art. 62, II, da CLT depende de poderes reais de mando e gestão e de um padrão remuneratório diferenciado.
PLR, bônus e participação nos resultados
A Lei 10.101/2000 permite que os programas de PLR considerem critérios como produtividade, qualidade e lucratividade. Entender esses critérios e os indicadores da empresa ajuda a fazer perguntas melhores sobre como o valor foi calculado.
Comissões e remuneração variável
Quando parte relevante do ganho é variável, a discussão sobre horas extras, base de cálculo e natureza das parcelas fica mais complexa — e mais relevante financeiramente.
Stock options e incentivos de longo prazo
Nem toda stock option gera direito trabalhista — depende da estrutura concreta do plano. Mas entender o mecanismo econômico (condição, prazo, risco, exercício) é o primeiro passo para discutir sua eventual repercussão jurídica.
Médicos com remuneração complexa
Salário, plantões, produtividade, adicionais e bônus somados costumam formar uma remuneração que o próprio médico, muitas vezes, não sabe explicar em detalhe.
Startups, SaaS e profissionais de tecnologia
Desenvolvedores, analistas e outros profissionais de TI costumam ter jornadas atípicas, provas em log e sistemas, e remuneração combinando salário fixo com bônus por entrega. Entender essa rotina técnica ajuda a enxergar o que realmente aconteceu no dia a dia de trabalho.
Planos de cargos e salários
Diferenças entre o nível salarial devido e o efetivamente pago, mantidas por anos, podem representar uma discussão econômica bem mais relevante do que parecem à primeira vista.
Empresas em recuperação judicial ou situação financeira complexa
Entender balanço, DRE, passivo e estrutura de credores ajuda a compreender como o crédito trabalhista se encaixa naquele cenário econômico.
Cálculos de liquidação e perícia contábil
Ganhar a ação é uma etapa. Definir quanto é efetivamente devido — bases de cálculo, períodos, reflexos, juros, correção, deduções e compensações — costuma ser uma segunda batalha, tão importante quanto a primeira.
Um escritório digital por escolha, não por necessidade
Mantemos uma sede física para o trabalho em equipe, guarda de documentos e domicílio fiscal — mas o atendimento aos clientes é feito de forma remota, para todo o Brasil.
- Reuniões por WhatsApp e videochamada, evitando deslocamento e otimizando o tempo do cliente e do escritório.
- Conversas e orientações registradas em áudio e vídeo — diferente de uma reunião presencial, onde detalhes do que foi combinado podem se perder com o tempo.
- Atendimento ágil a clientes de qualquer estado, sem perder a qualidade de uma relação próxima.
Tecnologia, por mais avançada que seja, não substitui o trabalho humano — a inteligência, o cuidado e, principalmente, a empatia. Inteligência artificial não tem sentimentos nem memórias.
Dúvidas comuns sobre remuneração e Direito do Trabalho
Por que um advogado trabalhista com formação em Contabilidade faz diferença?
Porque boa parte das discussões sobre remuneração mais alta — bônus, PLR, comissões, stock options, horas extras de gestores — depende de entender contracheques, demonstrativos financeiros e a estrutura econômica do cargo, não só a lei.
Faz diferença o advogado entender de tecnologia, startups e SaaS?
Sim, especialmente em casos envolvendo profissionais de TI, jornada remota e provas digitais. Entender o que é um log de sistema ou a rotina de uma startup ajuda a interpretar provas e a conversar com o cliente na língua dele.
Gerente ou coordenador em cargo de confiança tem direito a horas extras?
Depende. O enquadramento no art. 62, II, da CLT exige poderes reais de mando e gestão, além de um padrão remuneratório diferenciado — não basta o título do cargo.
O escritório atende clientes fora de São Paulo?
Sim. O atendimento é feito de forma remota, por videochamada e WhatsApp, para clientes de todo o Brasil.
Quanto tempo demora para receber uma resposta?
O contato inicial é feito diretamente pelo WhatsApp, sem intermediação de robôs ou call center, e normalmente é respondido ainda no mesmo dia útil.